Para ligar o computador pressione o botão POWER ou I/O localizado em seu painel frontal do micro.
Após o pressionamento do botão POWER no gabinete do micro, imediatamente entrará em funcionamento um programa residente na memória ROM (Read Only Memory - memória somente para leitura) da placa mãe que fará os testes iniciais para verificar se os principais dispositivos estão funcionando em seu computador (memória RAM, discos, processador, portas de impressora, memória cache, etc).
Quando o ROM termina os testes básicos, ele inicia a procura do setor de boot nos discos do computador que será carregado na memória RAM do computador. Após carregar o setor de boot, o sistema operacional será iniciado). O setor de boot contém a porção principal usada para iniciar o sistema operacional.
No Linux,
o setor de boot normalmente é criado por um gerenciador de inicialização (um
programa que permite escolher qual sistema operacional será iniciado). Deste
modo podemos usar mais de um sistema operacional no mesmo computador (como
o DOS e Linux). O gerenciador de inicialização mais usado em sistemasLinux
na plataforma Intel X86 é o LILO.
Caso o ROM não encontre o sistema operacional em nenhum dos discos, ele
pedirá que seja inserido um disquete contendo o Sistema Operacional para
partida.
Para desligar o computador primeiro digite (como root): "shutdown -h now", "halt" ou "poweroff", o Linux
finalizará os programas e gravará os dados em seu disco rígido, quando for
mostrada a mensagem "power
down", pressione o botão POWER em seu gabinete para
desligar a alimentação de energia do computador.
NUNCAdesligue diretamente o computador
sem usar o comando shutdown,
halt
ou poweroff,
pois podem ocorrer perda de dados ou falhas no sistema de arquivos de seu
disco rígido devido a programas abertos e dados ainda não gravados no disco.
Salve seus trabalhos para não correr o risco de perde-los durante o desligamento do computador.
Reiniciar quer dizer iniciar novamente o sistema. Não é recomendável desligar
e ligar constantemente o computador pelo botão ON/OFF, por este motivo
existe recursos para reiniciar o sistema sem desligar o computador. No Linux
você pode usar o comando reboot,
shutdown -r now
e também pressionar simultâneamente as teclas <CTRL> <ALT> <DEL>
para reiniciar de uma forma segura.
Observações:
Prefira o método de reinicialização explicado
acima e use o botão reset somente em último caso.
2) Usuário e super-usuário
O Linux possui um usuário com plenos poderes no Sistema Operacional, podendo por exemplo:
As páginas de manual acompanham quase todos os programas Linux.
Elas trazem uma descrição básica do comando/programa e detalhes sobre o funcionamento
de opção. Uma página de manual é visualizada na forma de texto único com
rolagem vertical. Também documenta parâmetros usados em alguns arquivos de
configuração.
A utilização da página de manual é simples, digite:
man [comando/arquivo]
onde:
comando/arquivo
Comando/arquivo que deseja
pesquisar.
A navegação dentro das páginas de manual é feita usando-se as teclas:
/tmp/ls).
Exemplo, man ls
4) Comandos básicos
pwd = exibe o diretório atual (no qual você se encontra)
cd - Muda diretório.
ls = Lista os arquivos, mesmo que dir do DOS.
Parâmetros comuns : -a = mostra arquivos ocultos
-l = mostra bytes, permissoes, diretorio, etc
Obs: no ls os nomes de arquivos nos sistemas *X (Unix, linux, etc) não precisam ter só 8 letras. Além disso, podem ser usados caracteres curingas, tais como :
* substitui qualquer conjunto de caracteres
? substitui caracteres isolados
Exemplo : se você quiser listar os arquivos que começam com a letra u, entre com o seguinte comando : ls u* .
more = exibe o conteúdo de um arquivo pagina a pagina, do mesmo modo que no DOS
Exemplo: ls | more
Cat = Mostra o conteúdo de um arquivo binário ou texto.
Exemplo: cat /etc/passwd
4.1) Comandos equivalentes entre DOS
e LINUX
Esta seção contém os comandos equivalentes entre estes dois sistemas e
a avaliação entre ambos. Grande parte dos comandos podem ser usados da mesma
forma que no DOS,
mas os comandos Linux
possuem avanços para utilização neste ambiente multiusuário/multitarefa.
O objetivo desta seção é permitir as pessoas com experiência em DOS fazer
rapidamente no Linux
as tarefas que fazem no DOS.
A primeira coluna tem o nome do comando no DOS, a
segunda o comando que possui a mesma função no Linux
e na terceira coluna as diferenças.
DOS Linux Diferenças
-------- ------------ --------------------------------------------------
cls clear Sem diferenças
dir ls -la A listagem no Linux possui mais campos (as
permissões de acesso) e o total de espaço ocupado
no diretório e livre no disco deve ser visto
separadamente usando o comando du e df.
Permite também listar o conteúdo de diversos
diretórios com um só comando (ls /bin /sbin /...)
dir/s ls -lR Sem diferenças.
cd cd Poucas diferenças. cd sem parâmetros retorna ao
diretório de usuário e também permite o uso
de "cd -" para retornar ao diretório anteriormente
acessado.
del rm Poucas diferenças. O rm do Linux permite
especificar diversos arquivos que serão apagados
(rm arquivo1 arquivo2 arquivo3). Para ser mostrados
os arquivos apagados, deve-se especificar o
parâmetro "-v" ao comando, e "-i" para pedir
a confirmação ao apagar arquivos.
md mkdir Uma só diferença: No Linux permite que vários
diretórios sejam criados de uma só vez
(mkdir /tmp/a /tmp/b...)
copy cp Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos
enquanto estão sendo copiados, deve-se usar a
opção "-v", e para que ele pergunte se deseja
substituir um arquivo já existente, deve-se usar
a opção "-i".
echo echo Sem diferenças
path path No Linux deve ser usado ":" para separar os
diretórios e usar o comando
"export PATH=caminho1:/caminho2:/caminho3:"
para definir a variável de ambiente PATH.
O path atual pode ser visualizado através
do comando "echo $PATH"
ren mv Poucas diferenças. No Linux não é possível
renomear vários arquivos de uma só vez
(como "ren *.txt *.bak"). É necessário usar
um shell script para fazer isto.
doskey ----- A edição de teclas é feita automáticamente pelo
bash.
edit vi, ae, O edit é mais fácil de usar, mas usuário
emacs experientes apreciarão os recursos do vi ou
o emacs (programado em lisp).
help man, info Sem diferenças
more more, less O more é equivalente a ambos os sistemas, mas
o less permite que sejam usadas as setas para
cima e para baixo, o que torna a leitura do
texto muito mais agradável.
move mv Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos
enquanto estão sendo movidos, deve-se usar a
opção "-v", e para que ele pergunte se deseja
substituir um arquivo já existente deve-se usar
a opção "-i".
xcopy cp -R Pouca diferença, requer que seja usado a
opção "-v" para mostrar os arquivos que
estão sendo copiados e "-i" para pedir
confirmação de substituição de arquivos.
5) Gerenciamento de
diretórios
cp
Copia arquivos
cp [opções] [origem] [destino]
onde:
origem
Arquivo que será copiado. Podem ser especificados mais de um arquivo para ser copiado usando "Curingas"
destino
O caminho ou nome de arquivo
onde será copiado. Se o destino for um diretório, os arquivos de origem serão
copiados para dentro do diretório.
opções
i, --interactive
Pergunta antes de substituir
um arquivo existente.
-f, --force
Não pergunta, substitui todos
os arquivos caso já exista.
-r
Copia arquivos dos diretórios
e subdiretórios da origem para o destino. É recomendável usar -R ao invés
de -r.
-R, --recursive
Copia arquivos e sub-diretórios
(como a opção -r) e também os arquivos especiais FIFO e dispositivos.
-v, --verbose
Mostra os arquivos enquanto
estão sendo copiados.
O comando cpcopia
arquivos da ORIGEM para o DESTINO. Ambos origem e destino terão o mesmo conteúdo
após a cópia.
Exemplos:
cp teste.txt teste1.txt
Copia o arquivo teste.txt
parateste1.txt.
cp teste.txt /tmp
Copia o arquivo teste.txt
para dentro do diretório /tmp.
cp *
/tmp
Copia todos os arquivos do
diretório atual para /tmp.
cp /bin/*
.
Copia todos os arquivos do
diretório /binpara
o diretório em que nos encontramos no momento.
cp -R
/bin /tmp
Copia o diretório /bine
todos os arquivos/sub-diretórios existentes para o diretório /tmp.
cp -R
/bin/* /tmp
Copia todos os arquivos do
diretório /bin(exceto
o diretório /bin)
e todos os arquivos/sub-diretórios existentes dentro dele para /tmp.
cp -R
/bin /tmp
Copia todos os arquivos e
o diretório /binpara
/tmp.
mv
Move ou renomeia arquivos e diretórios. O processo
é semelhante ao do comando cp mas o arquivo de origem
é apagado após o término da cópia.
mv [opções] [origem] [destino]
Onde:
origem
Arquivo/diretório de origem.
destino
Local onde será movido ou
novo nome do arquivo/diretório.
opções
-f, --force
Substitui o arquivo de destino
sem perguntar.
-i, --interactive
Pergunta antes de substituir.
É o padrão.
-v, --verbose
Mostra os arquivos que estão
sendo movidos
O comando mvcopia
um arquivo da ORIGEM para o DESTINO (semelhante ao cp), mas
após a cópia, o arquivo de ORIGEM é apagado.
Exemplos:
mv teste.txt
teste1.txt
Muda o nome do arquivo teste.txt
parateste1.txt.
mv teste.txt /tmp
Move o arquivo teste.txt para
/tmp.
Lembre-se que o arquivo de origem é apagado após ser movido.
mv teste.txt
teste.new (supondo que teste.new
já exista
Copia o arquivo teste.txt
por cima de teste.new
e apaga teste.txt
após terminar a cópia.
Cria um diretório no sistema. Um diretório é usado para armazenar arquivos
de um determinado tipo. O diretório pode ser entendido como uma pasta
onde você guarda seus papeis (arquivos). Como uma pessoa organizada, você
utilizará uma pasta para guardar cada tipo de documento, da mesma forma você
pode criar um diretório vendas
para guardar seus arquivos relacionados com vendas naquele local.
mkdir [opções] [caminho/diretório] [caminho1/diretório1]
onde:
caminho
Caminho onde o diretório será
criado.
diretório
Nome do diretório que será
criado.
opções:
--verbose
Mostra uma mensagem para cada
diretório criado. As mensagens de erro serão mostradas mesmo que esta opção
não seja usada.
Para criar um novo diretório, você deve ter permissão de gravação. Por
exemplo, para criar um diretório em /tmp com o nome de teste
que será usado para gravar arquivos de teste, você deve usar o comando "mkdir /tmp/teste".
Podem ser criados mais de um diretório com um único comando (mkdir /tmp/teste /tmp/teste1 /tmp/teste2).
Remove um diretório do sistema. Este comando faz exatamente o contrário
do mkdir.
O diretório a ser removido deve estar vazio e você deve ter permissão de gravação
para remove-lo.
rmdir [caminho/diretório] [caminho1/diretório1]
onde:
caminho
Caminho do diretório que será
removido
diretório
Nome do diretório que será
removido
É necessário que esteja um nível acima do diretório(s) que será(ão) removido(s
Por exemplo, para remover o diretório /tmp/teste
você deve estar no diretório tmpe executar
o comando rmdir teste.
Apaga arquivos. Também pode ser usado para apagar diretórios e sub-diretórios
vazios ou que contenham arquivos.
rm [opções][caminho][arquivo/diretório] [caminho1][arquivo1/diretório1]
onde:
caminho
Localização do arquivo que
deseja apagar. Se omitido, assume que o arquivo esteja no diretório atual.
arquivo/diretório
Arquivo que será apagado.
opções
-i, --interactive
Pergunta antes de remover,
esta é ativada por padrão.
-v, --verbose
Mostra os arquivos na medida
que são removidos
-r, --recursive
Usado para remover arquivos
em sub-diretórios. Esta opção também pode ser usada para remover sub-diretórios.
-f, --force
Remove os arquivos sem perguntar.
Use com atenção o comando rm, uma
vez que os arquivos e diretórios forem apagados, eles não poderão ser mais
recuperados.
Exemplos:
teste.txt
no diretório atual. .txt.
.txte
também o arquivo teste.novo.
/tmp/teste
mas mantém o sub-diretório /tmp/teste.
/tmp/teste,
inclusive /tmp/teste.
6) Mcedit
Este editor de textos também possui uma linha de status no topo da tela,
mas, além disso, tem uma linha com as teclas de atalho de seus comandos principais
no rodapé da tela. Grande parte de suas funções são acessadas via menu, que
aparece ao se pressionar a tecla F9. Observe no topo da tela a linha
de status: ela muda para um menu que abre as opções do editor, pelas quais
você pode navegar facilmente com as setas de direção.
A grande atração deste editor é que as teclas de atalho principais estão
associadas às teclas Fn, onde n varia de 1 até 12. Para iniciar o editor
digite na linha de comando: mcedit. Agora você está na tela inicial
do mcedit; para abrir o arquivo de exemplos digite F9 e selecione o
menu -> e em seguida informe o nome do arquivo
que iremos abrir: teste.txt.
Pronto, o arquivo teste.txt estará aparecendo na sua tela. Movimente-se por
sobre ele, experimente as teclas que estão na tabela abaixo e avalie-o para
seu uso.
Tabela : Teclas de atalho do Mcedit
|
Teclas |
Finalidade |
|
F10 |
Sair do Mcedit. |
|
F9 -> |
Abrir arquivo
nome_do_arquivo. |
|
F2 |
Salvar o Arquivo
Corrente. |
|
F12 |
Salvar como ...
(pergunta o nome do arquivo novo). |
|
F8 |
Apaga a linha
corrente. |
|
F3 |
Marca o ponto
inicial do bloco a ser movimentado e, repetindo-se a tecla, marca o final
do bloco. |
|
F5 |
Copia o bloco marcado com F3
para a posição do cursor. |
|
F6 |
Move o bloco marcado com F3
para a posição do cursor. |
|
Ctrl-u |
Desfaz a última
ação efetuada. |
7) Estrutura básica de diretórios do
Sistema Linux
O sistema Linux
possui a seguinte estrutura básica de diretórios:
/bin
Contém arquivos programas do sistema que são usados com frequencia pelos usuários.
/boot
Contém arquivos necessários para a inicialização do sistema.
/cdrom
Ponto de montagem da unidade de CD-ROM.
/dev
Contém arquivos usados para acessar dispositivos (periféricos) existentes no computador.
/etc
Arquivos de configuração de seu computador local.
/floppy
Ponto de montagem de unidade de disquetes
/home
Diretórios contendo os arquivos dos usuários.
/lib
Bibliotecas compartilhadas pelos programas do sistema e módulos do kernel.
/lost+found
Local para a gravação de
arquivos/diretórios recuperados pelo utilitário fsck.ext2.
Cada partição possui seu próprio diretório lost+found.
/mnt
Ponto de montagem temporário.
/proc
Sistema de arquivos do kernel. Este diretório não existe em seu disco rígido, ele é colocado lá pelo kernel e usado por diversos programas que fazem sua leitura, verificam configurações do sistema ou modificar o funcionamento de dispositivos do sistema através da alteração em seus arquivos.
/root
Diretório do usuário root.
/sbin
Diretório de programas usados pelo superusuário (root) para administração e controle do funcionamento do sistema.
/tmp
Diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas.
/usr
Contém maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura.
/var
Contém maior parte dos arquivos que são gravados com frequencia pelos programas do sistema, e-mails, spool de impressora, cache, etc.
8) Utilizando o conjunto de ferramentas
mtools
No Unix existe um conjunto de ferramentas que permitem ao usuário manipular
arquivos em discos flexíveis no formato MS-DOS. Dentre as mais utilizadas,
podem ser encontradas as seguintes:
mcd [diretorio] - Muda o diretório corrente da unidade especificada.
mcopy fonte [destino] - Copia arquivo especificado em [fonte] para a localização de [destino]. Caso o destino não seja especificado, o diretório corrente é assumido. Exemplo: mcopy exemplo1.txt a:
mdel arquivo - Remove o arquivo especificado do disco.
mdir [drive] [arquivos] - Exibe o conteúdo do diretório corrente do drive especificado ou lista os arquivos citados como argumentos.
mformat drive - Formata o drive especificado no padrão MS-DOS.
mmkdir diretorio -
Cria um diretório no sistema de arquivo MS-DOS.
Em todos os comandos, quando o nome drive não é especificado (como em a:
ou b: ), é assumido que as transações serão efetuadas no drive a: .
9) X Window ( Ambiente Gráfico )
É um sistema gráfico de janelas que roda em uma grande faixa de computadores,
máquinas gráficas e diferentes tipos de máquinas e plataformas Unix. Pode
tanto ser executado em máquinas locais como remotas através de conexão em
rede.
Em geral o ambiente gráfico X Window é dividido da seguinte forma: